03 dezembro 2009

Efeitos interessantes no buscador do Google

Não sei quando foi alterado, mas hoje quando acessei pela primeira vez o buscador do Google me deparei com a seguinte tela:



Nunca havia visto essa página mais limpa... Porém as demais informações aparecem após algum evento, como a movimentação do mouse, a utilização do Tab ou Enter. Bem interessante, e vem da política da Google de manter suas páginas o mais simples possível e, claro, destacar ainda mais sua marca.

10 novembro 2009

Problemas na atualização para o Kubuntu 9.10

Atualizei o computador de minha casa com o Kubuntu 9.10 e vou postar minhas impressões sobre alguns pontos dessa nova versão e relatar alguns problemas que tive e que mais pessoas podem ter.


Como instalar o sistema do zero é algo muito trabalhoso, demorado, tem que se configurar tudo novamente, optei por fazer a atualização automática do sistema, mais prática e rápida... pelo menos era assim que eu pensava. Bom, já esperava uma demora para baixar as centenas de megabytes necessários, e depois de algumas horas de download finalmente o sistema começou a ser atualizado de fato, e alguns minutos depois, e somente um questionamento se eu queria ou não manter o antigo arquivo de configuração do MySQL e o aviso de que a versão instalada do gcc não era compatível com a nova versão do sistema, o sistema de atualização automática terminou o seu trabalho sem nenhum problema, ou quase nenhum. No geral o processo de atualização é fácil e rápido, sistema muito bem desenvolvido.

Após reiniciar o computador notei dois grandes problemas: o som estava mudo e a interface gráfica apresentava inconsistência, chegando a deixar a tela toda preta, algumas vezes nem mostrava a tela de login. Sobre o som eu procurei alguma solução na internet, mas como não tive sucesso com as dicas resolvi partir para resolução do problema de vídeo.

Tentei reinstalar o driver da nvidia, porém quando o sistema tentou compilar o módulo pro kernel atual deu uma mensagem de erro dizendo que a versão do compilador era incompatível com a versão do kernel atual. Achei muito estranho a mensagem e fui conferir a versão do kernel q estava rodando, e era a versão 2.6.28, porém a versão do kernel instalada no Kubuntu 9.10 é a 2.6.31. Foi ai que percebi que o grub não havia sido atualizado para dar boot pela versão mais nova do kernel, tarefa que era para ser realizada automaticamente pelo sistema de atualização. Bom, eu atualizei o arquivo \boot\grub\menu.lst adicionando uma entrada para o novo kernel e reiniciei o sistema. Antes de acessar o KDE eu reinstalei o driver da nvidia, dessa vez sem erro nenhum, depois voltei para a interface gráfica e fiz login no KDE... E olha só, todos os problemas resolvidos. Não sei se o que ocorreu comigo ocorreu com mais alguém exatamente da mesma forma, mas fica a dica para quem tiver um problema parecido.

Fora esse contratempo o sistema está ótimo. O visual mudou, saiu de um tema escuro para um tema mais claro, bem agradável. Mas o que me impressionou mesmo foi o tempo de inicialização do sistema. Em meu modesto computador (Athlon 64 de 2 GHz e 1 GB de RAM, quase quatro anos de uso) antes da atualização levava mais de um minuto desde o grub até a tela de login, agora o sistema inicializa num tempo entre 40 e 45 segundos!! Uma melhoria bem notável. Não utilizei muito o sistema desde a atualização, porém tive uma leve impressão que o sistema como um todo está mais rápido. Outro ponto interessante desta versão é a integração como o serviço Ubuntu One, que é um sistema de armazenamento de arquivos na internet (falarei mais dele num próximo post).

16 outubro 2009

Blog "A Vez do Brasil"

Acabo de criar o blog "A Vez do Brasil". Este novo blog tem motivação política, e tem como objetivo a conscientização política dos brasileiros. Segue abaixo o link para o blog:

http://avezdobrasil.blogspot.com

01 outubro 2009

Porque o mercado de TI brasileiro não decola?

Porque no Brasil não existem muitas empresas de TI que se destacam? Esse assunto vem me chamando atenção já faz algum tempo e essa semana tive duas oportunidades de discutir sobre isso, uma discussão no fórum do GUJ (não diretamente relacionado) e uma conversa com alguns amigos da faculdade.

Sim, eu acredito que o mercado de TI brasileiro está muito carente de empresas de destaque, e isso é notado facilmente se contarmos quantos softwares e sites (excluindo-se os de notícia) que usamos diariamente são mantidos por empresas nacionais. A maioria que fez essa conta deve ter descoberto que somente poucos são nacionais, isso se tiver um pelo menos. Outro ponto que é fácil notar é a pequena quantidade de empresas que desenvolvem software desktop e sistemas web visando como público alvo os usuários em geral, ou seja, sem mirar somente o meio corporativo ou nichos específicos de usuários. E ainda podemos notar que 80% das vagas  do mercado de trabalho para profíssionais de TI está concentrado em vagas para indústrias, comércio e em consultorias que prestam serviços para indústria e comércio (essa é minha estimativa e opinião pessoal, não me apoio em pesquisa nenhuma).

E qual a causa disso? Eu acredito que seja a cultura brasileira, uma cultura de comodismo, de buscar os caminhos mais fáceis, que é pregada na cabeça de cada um de nós desde que somos crianças. A maioria dos brasileiros estuda para poder encontrar um bom emprego que pague bem, ou que pelo menos tenha uma certa estabilidade no emprego. Casos mais graves são os que estudam exclusivamente para passar em concursos públicos e ficar "tranquilo" o resto da vida. O problema é que essas vagas não existem para todos do Brasil!! E qual a solução adotada? Simples, ficamos em empregos que não gostamos e que pagam pouco.

O parágrafo anterior pode ser adotado para todas as áreas de trabalho, mas vou me concentrar em TI.

Na discussão no fórum o autor do tópico fez uma pergunta "porque ainda existe a idéia de "operário" entre desenvolvedores de software?". Minha resposta: "Porque eles deixam, e querem isso", e essa resposta eu justifico no parágrafo acima.

E o que isso tem a ver com a carência do mercado de TI brasileiro? Oras, junte empresas que somente olham para o mercado empresarial e nichos específicos com profissionais que se acomodam como simples "operários" e temos a estagnação de um mercado que poderia ser bem maior em nosso país.

Não sei se estou sendo claro o suficiente, mas o que eu quero expor é que muitos profissionais de TI reclamam de seus salários e das empresas onde trabalham, porém o máximo que fazem é distribuir currículos para procurar outro emprego que pode ter as mesmas condições, isso quando não permanecem acomodados, porém não pensam em alguma iniciativa própria. E agora eu pergunto: como um povo que é considerado tão criativo permanece em tamanha acomodação tendo tantas oportunidades a explorar?

Vou dar exemplo da minha região, Vale do Paraíba no estado de São Paulo. Essa região eu considero com um potencial enorme por ficarmos no meio do eixo Rio-São Paulo, temos uma boa quantidade de indústrias, comércio e várias universidades, porém a região não deslancha, principalmente a área de TI. As vagas de TI aqui na região se concentram nas industrias, existem poucas vagas no comércio, e a maioria das empresas relacionadas a TI são lojas de informática que prestam serviços de manutenção e redes, também existem boas consultorias, mas são poucas. Além disso o mercado de trabalho de TI está saturado, com poucas vagas e as que existem em geral não são muito boas. E a conversa que tive com meus colegas da faculdade era exatamente sobre isso: falta de vagas, o baixo salário, os maus empregos, a falta de competência de alguns "profissionais" das prestadoras de serviços da região e a falta de empresas de TI especializadas em alguns assuntos, sendo necessário vir empresas de outras regiões para realizar alguns serviços.

Diante disso tudo cheguei a conclusão de que existem 4 opções para quem quer seguir uma carreira em TI aqui na região: 1- lutar (e esperar) por uma das raras vagas em alguma das boas empresas da região; 2- acomodar-se em qualquer emprego razoável que conseguir; 3- buscar uma oportunidade e mudar-se pra São Paulo (capital); 4- partir para uma iniciativa própria abrindo uma empresa.

A maioria das pessoas optam pela opção 2 e 3, justamente por serem as opções mais fáceis. A opção 1 é boa, porém em um mercado saturado por mais que uma pessoa se dedique, estude, seja bom, tem muita chance de somente se frustrar e partir para a opção 2. Já a opção 4, principalmente numa região com o potencial e a carência de boas empresas e vagas de trabalho que temos aqui, seria a melhor opção para quem quer um trabalho melhor e com um ganho financeiro maior, porém é a menos escolhida, e isso graças a questão cultural que abordei no 3º parágrafo.

Vamos fazer uma comparação: porque nos EUA de tempos em tempos se vê a notícia de uma nova startup de tecnologia abrindo e se dando bem? Ora, pois lá eles não suportam a ideia de serem simples operários de software (isso eles deixam para os estrangeiros, principalmente os indianos) e utilizam seus conhecimentos para criarem algo para si próprios e não somente para conseguir um bom emprego. Tudo bem que lá a política econômica e tributária ajuda o surgimento de novas empresas, totalmente ao contrário do Brasil, mas aqui não se vê quase ninguém nem mesmo tentando. Acredito que se houvesse mais iniciativa, mais ideias sendo postas em prática, e sobretudo mais ousadia teríamos mais empresas de software sendo criadas e se dando bem em nosso país. O problema é que o brasileiro está acostumado a reclamar, se indignar, e 10 minutos depois ignorar sua própria indignação e voltar ao velho comodismo.



Seria tão difícil assim olharmos a nossa volta, analisarmos a necessidades existentes e tentarmos resolver? Voltando ao exemplo de minha região, qual o motivos das pessoas verem as carências de bons prestadores de serviços na região e não investirem em cobrirem a carência?  E também temos que considerar que uma empresa que oferece serviços web pode ultrapassar facilmente as fronteiras de sua região e cobrir carências que existem no país inteiro, mas poucos investem nisso. O Brasil como um todo necessita de iniciativas para crescer. E essa falta de iniciativa alimentada pela cultura dos brasileiros em relação a trabalho está nos fazendo perder muito.

Está na hora de nós brasileiros olharmos com mais atenção para essa situação em que nos encontramos e começarmos a agir em vez de reclamar e depois voltarmos ao comodismo.

25 agosto 2009

Lista de Compras Móvel

Certo dia fazendo compras com minha noiva, levando uma folha de papel e caneta nas mãos e vendo outros fazendo o mesmo pensei: por que não fazer um programa de lista de compras para celular?

Pois bem, nas 2 ultima semanas decidi relembrar como é programar para dispositivos móveis com Java Micro Edition (JME), e o resultado foi um pequeno e simples programa de lista de compras. Para quem quiser utilizar o programa é só acessar www.perludum.com.br, baixar e instalar em seu aparelho.

Confesso que só tive oportunidade de testar em meu N95 e no emulador, não foi testado em nenhum outro aparelho.

Aos que testarem, ficarei grato aos que derem retorno sobre problemas e dicas de possíveis melhorias no programa.

09 agosto 2009

Econodin - Suas finanças em dia

Depois de meses de desenvolvimento, de trocar alguns frameworks, de voltar a usar alguns frameworks depois de tê-los abandonados, de trocar o visual do sistemas umas 3 vezes e, principalmente, depois de muito aprendizado sobre desenvolvimento web, posso dizer que o Econodin está pronto para uso, já que o sistema agora apresenta um mínimo de funcionalidades que creio serem as mínimas para seu uso. Isso me animou a iniciar uma divulgação maior do sistema.

Todas as funcionalidades presentes hoje no sistema são de uso gratuito e continuarão sendo gratuitas enquanto o sistema estiver no ar, e também não há nem haverá limitação para a utilização dessas funcionalidades. Já estou trabalhando em melhorias do que já existe e na implantação de novas funcionalidades, portanto minha pretensão é de que o sistema cresça.

A medida em que os trabalhos evoluam postarei novidades.

29 junho 2009

Erro HTTP 411

Desde algum tempo atrás quando comecei a testar o Econodin no Windows, já acessando o site hospedado na internet, percebi que ocorria um erro quando acessava o sistema onde trabalho. A particularidade é que somente ocorria o erro utilizando o Firefox no Windows (o Internet Explorer não tem esse problema, e não testei outros), e somente no trabalho, no computador de minha casa funciona perfeitamente. O erro apresentado em um alert do JavaScript era "411: Length Required", e sempre ocorria quando eu acessava 2 funções JavaScript que fazem um request no servidor.

Sem idéia alguma do que poderia estar ocorrendo, fiz uma pesquisa na internet e encontrei essa pequena discussão no fórum do Mentawai: http://forum.mentaframework.org/posts/list/2271.page. Resumindo, o problema ocorre por estar acessando o sistema através de um proxy, sendo que alguns proxys necessitam que sejam passados parâmetros no request caso contrário retornam o erro 411, e no caso dessas 2 funções que estavam dando problema nenhum parâmetro erra passado.

A solução desse caso é inserir um parâmetro qualquer para o request, por exemplo,
req.addParameter("qualquercoisa", "qualquercoisa");
Pronto, isso é o bastante para resolver o problema.

Porém ainda ficou uma coisa no ar: por que o IE não apresenta esse problema? Essa resposta eu não consegui ainda.


De volta ao JQuery

Conforme postei aqui passei a utilizar o YUI no Econodin. Porém, após algum tempo desenvolvendo com Yahoo UI cheguei a conclusão de que para mim a melhor opção é mesmo o JQuery. O trabalho de portar o sistema para YUI e depois portar novamente para JQuery foi grande, porém valeu muito pela experiência e aprendizado.

O motivo que me levou a utilizar o YUI foi o que muitos consideram o grande diferencial do JQuery: a grande quantidade de plugins. Porém eu não achava esse diferencial do JQuery tão bom assim, já que essa grande quantidade acaba por confundir quem não tem experiência, e foi isso que aconteceu comigo. Comecei a utilizar vários plugins do JQuery, muitos eu realmente precisava e outros não tinha necessidade nenhuma, e isso acabou me complicando um pouco. Decidi utilizar o YUI pois ele já traz uma grande quantidade de componentes oficiais, com vasta documentação e seu estilo padrão é bem agradável, sendo que eu não precisaria mexer com CSS dos componentes.

Porém algo que não me agradava desde a primeira vez que o testei o YUI é sua complexidade e curva de aprendizado alta. Umas das coisas chatas que percebi é que a ordem das funções importam para ele, ou seja, se a função X chama a função Y então a função Y deve ficar antes da função X, caso contrário a função X não reconhece a função Y. Também não consegui para YUI nada que substituísse alguns plugins do JQuery, então tentei sanar isso utilizando os dois frameworks ao mesmo tempo, o que achei bem complexo. Com isso tudo, resolvi voltar de vez para JQuery, após ter pesquisado um pouco sobre outros frameworks JavaScript.

Algo que aprendi com esse retorno ao JQuery é que, apesar de haverem plugins para quase tudo o que se possa imaginar, algumas coisas é melhor fazer sem utilizar um plugin. Na primeira versão do sistema utilizando o JQuery eu utilizava um plugin para tabelas que funcionava bem, porém eu não estava totalmente satisfeito com ele já que o mesmo tinha várias funções que não utilizava e algumas outras que eu gostaria não estavam presentes, então desta vez procurei algum outro plugin, sem sucesso. Com isso escolhi controlar as tabelas diretamente, se a ajuda de um plugin específico e isso me deu mais flexibilidade para controlar a tabela.

Bom, continuo desenvolvendo o sistema Econodin agora utilizando JQuery de uma forma mais racional, graças a experiência de ter trocado duas vezes de fremework JavaScript.

03 junho 2009

Mudança de nome e disponibilização

Mudei o nome do sistema Controle Financeiro Pessoal para um nome mais simples. O novo nome é Econodin. Nunca achei que um nome tão grande quanto Controle Financeiro Pessoal fosse um bom nome, então dediquei algum tempo para a criação de um novo nome.

Além do novo nome outra novidade é que o sistema está disponível novamente na internet, junto com o site Perludum, ainda não numa versão final do sistema mas as funções principais do sistema estão funcionando corretamente, além de um visual novo.

Os endereços são:
Site: www.perludum.com.br

Sistema: http://econodin.appspot.com/
Aos interessados em testar e utilizar o sistema basta fazer um cadastro simples no site e começar a utiliza-lo.

Como disse acima, o sistema não está em uma versão final, faltando muito trabalho ainda para realizar melhorias e adicionar algumas outras funcionalidades básicas, como relatórios. Mas aproveitarei as férias da faculdade para adiantar esse trabalho, e assim espero que até o final de Julho de 2009 eu consiga fazer as melhorias necessárias. Mas as funções atuais estão funcionando, sendo que eu já a utilizo fazem uns 3 meses.

Nas próxima semanas eu trarei mais novidades.

20 abril 2009

E a Oracle compra a SUN

Acabei de ver no GUJ que após a tentativa da IBM comprar a SUN quem levou mesmo foi a Oracle. Bom, não chega a ser tão surpreendente pois já era noticiado que caso não houvesse acordo com a IBM, a SUN poderia negociar com outras empresas, entres elas a Oracle. A notícia já está disponível no site das duas empresas (http://www.sun.com/third-party/global/oracle/index.jsp e http://www.oracle.com/sun/index.html).

Em minha opinião gostei mais desta notícia do que se fosse a IBM que fizesse a aquisição, apesar de nem saber direito o motivo, mas acredito que os produtos da SUN tem mais chances de terem continuidade nas mãos da Oracle.

Algumas pessoas já se demonstraram preocupadas com o futuro do Java, do MySQL, do Open Solaris, etc. mas eu acredito que não haverão mudanças drásticas nesses produtos. O JDK da SUN pode se fundir como o da Oracle, aproveitando os melhores recursos de cada um. O Solaris pode ser uma boa plataforma para que a Oracle ofereça seus produtos. Já o MySQL acredito que não tenha quase nenhuma mudança em relação ao modelo de negócios que a SUN usa para esse produto. Com o MySQL a Oracle pode chegar a mercados onde é difícil de chegar com o seu BD mais famoso.

Agora é esperar para ver o que acontecerá a médio e longo prazo.

12 abril 2009

GPS no celular - Nokia Maps x Google Maps Mobile

Quando comprei o N95 em dezembro do ano passado, a função que mais me atraiu para a compra foi o GPS. Na verdade, após duas viagem onde tive desvios de rotas involuntários, achei que seria uma boa coisa a compra de um aparelho GPS, e como estava querendo trocar o celular uni o útil e o agradável e optei pelo N95. Ainda na compra do aparelho fiquei sabendo que a Nokia oferecia 6 meses gratuitos de navegação com assistência por voz.

Não fiz grandes viagens após a compra do aparelho, porém fiz alguns pequenos testes com o GPS e o aplicativo Nokia Maps 2.0 em rotas já conhecidas, na região do Vale do Paraíba - SP, principalmente nas cidades de Caçapava, Taubaté e São José dos Campos. Só que nesses pequenos testes não tive sucesso, pois o programa, apesar de apresentar mapas completos, nunca calculava as rotas, logo o software somente servia para consultas. Em uma pesquisa na net descobri que na região do Vale do Paraíba apenas existem mapas não navegáveis. Na verdade até versão 2 do Nokia Maps poucas cidades do Brasil possuem mapas navegáveis. Isso me desmotivou um pouco em relação ao aplicativo e, por falta de tempo e sobra de preguiça, deixei a função GPS do aparelho um pouco esquecida.

Porém nessas últimas semanas resolvi procurar um novo software para celular para navegação GPS. Entre os que encontrei somente o Google Google Mobile possui mapas navegáveis para praticamente todo o Brasil (pelo menos é isso que aparenta).

Para testar o Google Maps Mobile o trecho escolhido foi a partir da cidade de Aparecida até Campos do Jordão, passando por dentro de Pindaminhangaba. O software da Google trabalha somente online baixando os mapas a medida em que vamos precisando deles, logo uma conexão à internet é necessária. O primeiro teste foi o de localizar os locais e calcular a rota, o que foi realizado sem maiores problemas, mas opções como a de evitar rodovias e pedágios presentes no site do Google Maps foi sentida. Porém 2 problemas apareceram com a utilização.

O primeiro a aparecer foi o da falta de precisão dos mapas. Enquanto estava rodando na Via Dutra o software me mostrava em uma avenida marginal a rodovia, coisa que o software da Nokia apresentava precisão quase perfeita, mesmo não tendo mapas navegáveis. Só que o pior problema do software da Google se apresentou pouco mais a frente. Ao sairmos da Via Dutra e pegarmos um acesso para Pindamonhangaba, andamos pouco mais de 1 Km e o celular deu um bipe avisando de que não avia mais sinal de celular e que o programa não poderia funcionar sem uma conexão de celular, mesmo eu tendo baixado previamente os mapas da região. Ainda bem que estávamos em um trecho conhecido, senão a viagem teria se complicado um pouco.

Após essa experiência com o Google Maps para celulares, voltei a procura de um software de navegação para celulares. Estava quase perdendo a esperança de encontrar um bom programa quando me lembrei que faz algum tempo vi uma notícia do lançamento do primeiro beta do Nokia Maps 3, que trazia melhorias visuais e de desempenho, novos recursos e, o mais importante para mim, mapas atualizados porém na época da notícia só havia sido liberado o beta para aparelhos Symbian S60 3° Edition FP2, mas os N95 possuem somente o FP1. Como já havia se passado um bom tempo resolvi verificar se tinham liberado alguma versão para sistemas com FP1. Constatado a liberação, baixei os softwares necessários, atualizei o Nokia Maps para a versão 3 e baixei os novos mapas e os arquivos de áudio. Site do Nokia Maps 3 com instruções para baixar os softwares necessários e para instalação aqui.

A grata surpresa veio ao calcular perfeitamente uma rota de teste entre Caçapava e Campos do Jordão, percurso que nem tinha conseguido calcular a rota na versão 2. Testei outras rotas aqui da região e tudo funcionou perfeitamente. Para finalizar o teste, resolvi testar o software em campo, ou seja, escolhi minha posição atual, escolhi minha posição final e entrei no modo de direção (novamente no trecho de Caçapava - Campos do Jordão). O sistema desta vez funcionou perfeitamente, informando cada acesso que deveria pegar com precisão.

Conclusão: O Google Maps Mobile possui uma falta de precisão que pode atrapalhar bastante, e principalmente a incapacidade de trabalhar offiline dificulta muito sua adoção. Mas para quem não tem outra opção de software de navegação ele pode ser bem útil, desde que uma conexão pelo celular esteja disponível.

Já o Nokia Maps 3 está muito bom, tendo como principal vantagem sobre o software da Google o funcionamento offiline, já que os mapas são baixados no cartão de memória do celular. A desvantagem é que ele só está disponível para alguns modelos de celulares da Nokia.

É bom salientar que o modo de direção do Nokia Maps que utilizei é um serviço pago (somente esse modo, a utilização do programa em si é gratuito), que só estou tendo a oportunidade de utilizar pois peguei uma promoção de uso gratuito de 6 meses quando comprei o N95. Quando expirar o prazo só poderei usar o software para simulação de rotas, função igual ao Google Maps. Sobre o preço do serviço, digamos que é alto o suficiente para desmotivar a contratação por quem não o utiliza com frequência.

18 março 2009

Integrando Apache HTTP Server com Apache Tomcat

Com o objetivo de ter um ambiente aqui em casa mais parecido com o ambiente que encontramos num serviço de hospedagem java, decidi integrar o Apache HPPT Server com o Apache Tomcat.

O objetivo mais comum para essa integração é a transparência obtida no acesso aos sistemas, ou seja, permitir que se acesse os sistemas que estejam rodando no Tomcat pela porta 80 em vez da porta 8080 que é utilizada por padrão pelo Tomcat. Um exemplo prático para isso é caso você precise rodar sistemas PHP com sistemas JEE no mesmo servidor utilizando a porta 80 para os dois casos.

Existem vários artigos explicando como se fazer essa integração utilizando-se do mod_jk para isso, porém existe um módulo do apache http que torna essa configuração mais simples, o mod_proxy_ajp. Esse módulo já vem incluso no apache http server, bastando apenas ativá-lo. Aqui estou utilizando o Ubuntu 8.10, mas acredito que não deva haver diferenças para outras distribuições linux.

Partindo do princípio de que ambos os servidores estão instalados, a primeira configuração a se fazer é no arquivo $TOMCAT_HOME/conf/server.xml. A alteração é para habilitar o conector do AJP 1.3, que deve ficar da seguinte forma:
< port="8009" style="font-weight: bold;">enableLookups="false" protocol="AJP/1.3" redirectPort="8443" />
Após isso precisamos configurar o Apache HTTP Server. A maneira como fiz aqui foi criar um host virtual para direcionar as requisições para o tomcat. Para isso adicionei no arquivo /etc/hosts mais uma entrada, ficando da seguinte forma:
127.0.0.1 localhost
127.0.0.1 servidorvirtual
Após configurar os hosts vamos habilitar o módulo mod_proxy_ajp:
# cd /etc/apache2/mods-enabled
# ln -s ../mods-available/proxy_ajp.load proxy_ajp.load
E caso não esteja habilitado, fazemos o mesmo procedimento para o módulo proxy, que é uma dependência do mod_proxy.ajp:
# ln -s ../mods-available/proxy.load proxy.load
# ln -s ../mods-available/proxy.conf proxy.conf
Habilitado os módulos, vamos configurar o servidor virtual que redirecionará as requisições ao Tomcat acrescentando ao arquivo /etc/apache2/sites-available/default a seguinte configuração:

ServerName servidorvirtual
ErrorLog /var/log/apache2/ajp.error.log
CustomLog /var/log/apache2/ajp.log combined


AddDefaultCharset Off
Order deny,allow
Allow from all


ProxyPass / ajp://localhost:8009/
ProxyPassReverse / ajp://localhost:8009/
Pronto, agora é só reiniciar o Apache HTTP Server e o Tomcat. O resultado é que ao acessar http://localhost você estará acessando o servidor HTTP diretamente, e ao acessar http://servidorvirtual o HTTP Server redirecionará a requisição paro o Tomcat.

17 março 2009

Voltando a postar

Após o primeiro post deste ano deixei o blog juntando teias de aranha novamente. Mas agora pretendo cumprir mais um dos objetivos que citei no blog anterior: escrever mais no blog - o que seria o terceiro objetivo a ser buscado, já que iniciei o curso de inglês e implementei algumas coisas novas no Controle Financeiro Pessoal (preciso escolher um nome melhor pra ele).

Quanto ao Controle Financeiro, estou repensando algumas coisas sobre ele, principalmente sobre sua interface que devo trocar o JQuery pelo YUI. O certo mesmo é que iniciarei agora uma fase de ajustes no sistema e refatoração do código fonte para que possa deixá-lo estável o suficiente para disponibilizá-lo novamente. As metas principais são:
- Implementar segurança no sistema - na pressa de ter algo "usável" não me preocupei com isso, então agora é a hora;

- Melhorar a interface como usuário quanto a aparência e a usabilidade;

- Criar uma pequena página de introdução ao uso do sistema;

- Refatorar o código fonte que está muito mal escrito, eu admito.
Para acertar esses pontos levarei algum bom tempo ainda, mas tão logo termine esses trabalhos irei disponibilizar novamente o sistema para uso na internet.

05 janeiro 2009

2009

Bom, mais um ano que começou. Mais um ano que temos pela frente para corrermos atrás de nossos objetivos. E por falar em objetivos, vou expor aqui meus objetivos profissionais para este ano:
  • Iniciar novamente um curso de inglês. Na verdade já era para ter iniciado, mas ainda esta em tempo;
  • Acelerar o desenvolvimento do Controle Financeiro Pessoal, que deixei parado mês passado para descansar um pouco;
  • Me dedicar mais na faculdade. Esse ano parece que as matérias serão mais interessantes, resta ver se os professores irão ajudar;
  • Iniciar o TCC da faculdade o quanto antes. No TCC pretendo levar adiante a ideia do programa de backup, que já mencionei aqui no blog;
  • Ler mais livros técnicos;
  • Escrever mais neste blog;
  • Aprimorar conhecimentos sobre controle de versão;
  • Aprender Ruby ou JRuby;
  • Iniciar os estudos sobre desenvolvimento ágil.
Bom, essa é uma lista básica das coisas mais importantes que pretendo fazer esse ano, e em relação ao Controle Financeiro Pessoal pretendo der um foco grande para ele.