16 outubro 2007

Um novo desafio

Após aproximadamente 6 anos e meio trabalhando em uma empresa onde comecei como auxiliar de informática e aprendi 50% do que sei relacionado a informática (e muita coisa sobre outras áreas profissionais), pedi demissão e estou indo trabalhar em outra empresa onde pretendo passar mais alguns anos.

Ao contrário do que muitos podem pensar o motivo dessa mudança é mais profissional do que financeira, já que a diferença de salário não é tão grande para justificar a saída de uma empresa para a outra. Mas profissionalmente estou tendo uma grande mudança.

Em primeiro lugar, não é fácil sair de um lugar onde se tem uma certa estabilidade (não, eu não era funcionário público), conhece bem o sistema da empresa, conhece bem a empresa, etc, e ir para um lugar totalmente novo (ou seja, sair do comodismo), principalmente quando é a primeira vez que você faz isso. Só isso já é uma grande experiência, e um dos motivos de minha mudança foi para viver essa experiência.

Um outro motivo para a mudança é a possibilidade de aprendizado. Por mais que eu ainda pudesse aprender coisas novas onde eu estava, essa possibilidade é ampliada em uma nova empresa. Tudo é novo, as pessoas são novas, as políticas da empresa são novas, a mentalidade das pessoas na empresa é nova. Enfim, com tantas novidades o natural é assimilar tudo isso e unir com os conhecimentos anteriormente adquiridos e formar novas ideias. Isso é ou não é bom?

O desafio de ir para uma empresa que esta começando suas atividades sempre me atraiu, e esse é o caso agora. É muito bom ver a empresa se erguendo (as vezes literalmente), é uma fase onde se tem muito trabalho e se pode aprender muito com a experiência.

Enfim, mudar de emprego, mudar de ambiente, pode ser muito bom, principalmente se é uma decisão que nós mesmo tomamos. Acredito também que permanência em um mesmo posto de trabalho por muito tempo (entenda-se mais de 10 ou 15 anos) pode ter consequências ruins como, por exemplo, um grande comodismo com sua situação na empresa e com a situação da própria empresa, ou seja, não procuram inovar nada achando que tudo esta bom do jeito que esta. Imagine agora uma empresa onde várias pessoas tem essa mentalidade... Acho que não preciso dizer mais nada.

Então é isso, estou partindo para uma nova empresa, um novo desafio. Esperto ser tão bem sucedido no novo trabalho quanto fui no anterior. E até a próxima.

15 outubro 2007

De volta ao Slackware

Bom, depois de passar por distribuições mais "amigáveis" como as ultima versões do KUbuntu e o Kurumin, resolvi voltar ao Slackware, desta vez a versão 12.

Sai do Slackware para buscar fascilidade de administração, mas as travas que outros gerenciadores de pacotes impõem são bem mais difíceis de acertar do que a falta de verificação de dependência do tgz.

Isso não significa que deixei de achar que o Slackware precisa de um gereciador de dependências, só acho que um bom gerenciador de dependências deveria ter flexibilidade e deixar escolher se o usuário quer realizar a operação ou não quando uma dependência não for satisfeita.

Outra coisa que acho é que a distribuição deveria escolher apenas um pacote de cada categoria, evitando de instalar vários pacotes que nunca serão utilizados pois existem outros iguais que são utilizados.

Mais um ponto que gosto de ressaltar: por que colocar vários softwares num mesmo pacote? Peguemos o pacote kdenetwork, existem vários aplicativos dentro dele, porém nem sempre utilizamos todos, mas se queremos instalar somente um dos aplicativos somos obrigados a instalar o pacote todo, ou seja, instalar vários softwares que não queremos. Deveria ser feita uma distribuição mais racional desses aplicativos, mesmo que seja para criar um pacote para cada aplicativo.


Agora deixe-me voltar a personalizar o Slackware.

12 outubro 2007

Tim Web

Bom, depois de ter dito que iria postar com mais frequência e não cumprir, estou eu depois de um bom tempo para um pequeno post.

Adquiri o Tim Web, plano de dados da Tim. Como em minha casa não chega nenhum serviço de banda larga, a não ser por rádio mas o preço é absurdamente caro, resolvi pegar o serviço da Tim, por casa do acesso discado aqui ser sofrível, tanto em velocidade quanto em dificuldade para conexão. Além do mais, é meu primeiro passo para me livrar de uma certa empresa picareta (acredito que muitos concordem comigo), o próximo passo será a telefonia fixa. Estou a poucos dias com o serviço, mas já posso dar uma pequena avaliação.

Em primeiro lugar, o próprio aparelho, fisicamente falando. Seu tamanho, praticamente o mesmo de um celular básico, bem fino, é fácil de ser transportado, cabendo até mesmo no bolso. Traz 2 cabos USB, o primeiro é mais voltado para ser usado com o notebook, sendo bem curto, cerca de uns 20 cm de comprimento. Já o segundo tem cerca de 80 cm de comprimento e uma particularidade: 2 plugs USB para serem ligados no computador. Não sei exatamente para que isso serve, mas é no mínimo curioso.

A instalação do modem é muito simples, tanto em ambiente Windows quanto Linux. No Windows, basta plugar o modem no computador e em segundos irá aparecer automaticamente o progama de instalação do modem e do discador, ao melhor estilo Next...Next...Finish. No Linux é um pouco diferente, mas não chegar a ser menos fácil, basta seguir esse pequeno tutorial que tudo irá funcionar. Acredito que funcione na maioria das distribuições, no Slackware 12 foi sem problemas, mas no Kurumin 7 reclamou da versão de uma biblioteca que não me recordo agora qual é. Só uma dica, quem usa KDE pode ser usado o Knemo para monitoramento dos dados. Acredito que a maioria das distribuições distribuam esse aplicativo.

Quanto a conexão, bom, não é exatamente a coisa mais rápida que já via, mas para quem vivia de conexão discada já é o suficiente. Explicando melhor, na minha cidade a única tecnologia para conexão é a GPRS, que chega ao máximo de 60 Kbps, se estivesse disponível o EDGE poderia chegar a 200 Kbps, mas como eu disse, pra quem esta saindo da conexão discada... Só resta esperar que a rede EDGE chegue aqui ;-) Em relação a estabilidade da conexão, sem problemas, é bem estável. Pode até cair hora ou outra, mas a conexão é feita em 3 ou 4 segundos, nada que aborreça muito.

Conclusão: é um ótimo serviço para quem ainda sofre com conexão discada, embora o preço seja meio salgado para quem só consiga conexão com GPRS. Não é, ainda, uma opção de banda larga para concorrer com os serviços tradicionais, embora 200 Kbps da conexão EDGE possa concorrer com o speedy mais básico. Eu disse "ainda" pois tem uma previsão de chegada da tecnologia 3G para celulares para meados de 2008 (isso se o leilão for realizado ainda esse ano) e o modem fornecido pela Tim parece estar preparado para 3G. Resta esperar que a politicagem não atrapalhe muito mais e que a atualização tecnológica não fique só nos grandes centros.