23 janeiro 2007

A procura da distribuição perfeita...

Aqui estou eu no segundo post... Esta um pouco difícil de encontrar um pouco de tempo para postar alguma coisa. Mas vamos ao que interessa.

Nas ultimas semanas passei meu tempo (e muito tempo) buscando uma distribuição Linux mais adequada a meu uso (por isso a falta de tempo para postar). Dois motivos principais me fizeram procurar uma nova distribuição (utilizava o OpenSuSE 10.1 (www.opensuse.org)): 1 - maior personalização na instalação, pois queria ter uma instalação mínima com um gerenciador de janelas mais leve e personalizável; 2 – queria um sistema pure 64 (sistema com todas as bibliotecas e programas compilados para processador 64 bits), pois tenho um Atlhon 64 e queria tirar todo o proveito do processador.

Vou (tentar) explicar o que exatamente é um sistema pure 64. Processadores 64 bits sempre existiram, mas só com a criação da arquitetura x86_64 (também conhecido com AMD64 e EMT64 (processadores Intel)), pela AMD, que tivemos a chance de termos um sistema 64 bits instalado no computador de nossa casa. Mas porque somente com esses processadores tivemos a chance de ter processadores 64 bits em PCs? Isso foi possível por que a AMD criou essa arquitetura para ser compatível com os processadores x86 (também conhecido como arquitetura Intel x86, i386, i486...), que eram (e ainda são) o padrão em computadores para PCs, diferente de outros processadores 64 bits que não tem essa compatibilidade. Com isso, os novos processadores x86_64 podem executar nativamente tanto sistemas 32 bits quanto sistemas 64 bits.

Com a chegada desses processadores x86_64 começaram a surgir os portes de distribuições Linux para esses processadores. Mas esses portes, em sua grande maioria, não são pure 64. Para ser um sistema pure 64, todas os programas e bibliotecas do sistema devem ser compilados para processadores 64 bits. Os portes que existem para 64 bits hoje em dia geralmente usam o esquema de multi-libs, que siguinifica que existem bibliotecas e programas compilados tanto em 64 bits quanto em 32 bits. Isso até que é muito interessante, pois permite que sejam instalados programas que ainda não foram totalmente portados para 64 bits, como no caso do plug-in flash player.

Mas agora surge a pergunta: Porque eu quero um sistema pure 64????

Bom, acredito que a tendência seja a migração total para a plataforma x86_64. Não sei quanto tempo irá levar até isso, mas já quero ter um sistema preparado para isso ;-)

No começo me interessei muito pelo Linux From Scratch, abreviando, LFS (www.linuxfromscratch.org), o que traduzindo serial algo como Linux do Zero. Para quem não sabe, o LFS não é exatamente uma distribuição, é mais um guia de como se construir uma distribuição a partir do código fonte dos programas, assim você tem uma liberdade muito grande de escolher o que você quer instalar. Tive duas tentativas com o LFS.

A primeira foi totalmente frustrada. Depois de vários pacotes já compilados, me deparo com um erro que não consegui encontrar solução, mas procurando na net descobri que o que estava errado era que eu imaginava que, se eu compilasse o sistema todo a partir do zero, sem nenhuma opção de compilação diferente, por estar compilando de um sistema já 64 bits (o SuSE que tinha instalado era 64 bits, mas é um sistema multi-libs), meu LFS seria totalmente 64 bits... Engano meu. E perdi muito tempo com esse engano.

Depois de ter descoberto isso, fui a procura de uma distribuição pure 64, e acabei encontrando o CLFS, ou Cross Linux From Scratch (http://trac.cross-lfs.org), que nada mais é do que o LFS portado para outras arquiteturas além da 32 bits. Bom, baixei todos os pacotes, e comecei a compilação. Apesar de alguns pequenos problemas durante o processo de compilação, de modo geral correu tudo bem. Tanto o LFS quanto o CLFS guia a compilação do sistema até deixa-lo no ponto em que se pode dar boot no sistema, com o mínimo de ferramentas necessárias. Compilados todos os pacotes, adicionei uma entrada ao grub do meu então sistema atual e dei boot. Tive uma surpresa, funcionou sem problema algum ;-).

Muito feliz com o resultado do boot, fui procurar saber como instalar o restante do software necessário para eu utilizar o sistema. Encontrei o CBLFS, mais um membro da família LFS, e por isso pode-se encontra-lo também no site do LFS, mas exatamente na parte do CLFS. A primeira coisa que eu queria fazer era instalar o ambiente gráfico. Comecei a instalação do X.org e, apesar de alguns problemas, foi concluída e o teste para ver se esta ok foi feito. Após isso parti para a instalação do fluxbox (sempre gostei da proposta desse gerenciador de janelas). Compilei e instalei as dependências e o fluxbox, configurei-o e então executei startx... Minha surpresa foi ter outra decepção. Quando o startfluxbox era executado, o fluxbox dava um erro relacionado a fontes e fechava. Trê dias tentando resolver esse problema sem sair do lugar e acabei por abandonar o projeto de compilar minha própria distribuição...

Mas ainda estou a procura de uma distribuição que atenda meu gosto. No próximo post conto como esta andando essa procura...

2 comentários:

Dnoway disse...

Não sei qual seu nível de experiência com o Linux e vejo que há os problemas 64 bits mas gostaria de lhe indicar a distribuição Debian-BR-CDD que é a que adotei depois de anos usando o Slackware. O Ubuntu também é bacana e há versões para sua plataforma de hardware. Abraço

tiago_stos disse...

Já tentei usar o Debian, o Ubuntu o Kurumin, mas não me acostumei. Não sei o que me incomoda, não tenho nada contra o Debian, mas não consigo usar o debian ou outro sistema baseado nele. Já o slackeware me atende muito bem, pretendo mante-lo como minha distribuição por algum bom tempo.