29 janeiro 2007

Revista Guia do Hardware 2ª Edição

Foi lançada a revista digital Guia do Hardware 2ª Edição. Ótima revista digital, que além de tudo é gratuita. Se já não baixou, baixe já o seu exemplar. A qualidade é ótima, não perde nada para as tradicionais e renomadas revistas de informática e tecnologia.

A busca terminou (Em busca da distribuição perfeita - Parte 3)

Continuando o relato sobre minha busca por uma distribuição que melhor me atenda...

Como disse no post anterior, fiz a experiência com o smpppd, e a experiência não passou da tentativa de compilação. Apresenta um erro relacionado ao openSSL que não consegui descobrir do que se trata (nem perdi muito tempo tentando também). Depois desse erro resolvi tentar novamente o pppsetup, e depois de algumas tentativas de configuração eu consegui me conectar a internet. Com a internet configurada, passei minha atenção à configuração do meu ambiente de trabalho, mas sobre isso irei falar depois, num post somente sobre esse assunto.

Nessa experiência cheguei a uma conclusão: ainda não é muito viável utilização de sistemas 64 bits nos desktops. Por que cheguei a esta conclusão? Bom, todos sabemos que muitos plug-ins e programas ainda não foram portados para ambientes 64 bits, o que, no caso de programas open sources, nos obriga a compilá-los. Alguns programas compilam perfeitamente, mas pelo que percebi, alguns programas precisam de opções especificas de compilação para poderem ser compilados em sistemas 64 bits, e para muitas pessoas (a maioria, eu acredito e me incluo entre essas pessoas) é inviável portar esses programas para 64 bits. Então, como não quero mais rodar um sistemas milti-lib em meu computador por acreditar que essa bagunça de bibliotecas e programas de arquiteturas diferentes seja bom para o sistema, irei instalar uma distribuição 32 bits mesmo, até que veja que seja viável instalar uma distribuição puramente 64 bits.

Agora, a distribuição que me agradou durante todos esses teste foi o Bluewhite64, e por isso, sendo essa distribuição baseada no slackware, passarei a utilizar o slackware como minha de agora em diante. Os motivos? É uma distribuição estável, madura, rápida e altamente personalizável, sem contar que eu sempre tive vontade de testá-la, mas sempre tive preguiça de fazer esse teste :-).

24 janeiro 2007

E a busca cotinua (ou Em busca da distribuição perfeita - parte 2)

Estou aqui de volta para mais uma parte do relato de minha busca pela distribuição perfeita (pelo menos perfeita para mim).

Depois do fracasso ao tentar compilar uma distribuição do zero, fui novamente procurar uma distribuição que me atendesse. Testei o Gentoo. Baixei o livecd, instalei no disco, e não gostei. Não sei bem o por que não gostei, mas não me agradou.

Novamente saio à caça de uma distribuição. Lembrei-me de ter lido que haviam lançado um porte não oficial do slackware para arquitetura x86-64 chamado de SLAMD64. Fiz uma pesquisa rápida e descobri que esse também era um sistema milti-lib. Mas durante a pesquisa fiquei sabendo de um outro porte do slackware para x86_64, o Bluewhite64, esse sim um sistema pure 64, como já anunciam no logotipo do site. Como sempre quis experimentar o slackware mas sempre sobrou um pouco de preguiça para fazê-lo, não perdi tempo para baixá-lo e instalá-lo em meu PC, já que o que eu queria mesmo era testar algumas distribuições diferentes.

A primeira diferença que percebi com as distribuições que já tinha utilizado foi o modo de instalação. Inicialmente ele te deixa no pronpt de comando, coisa que a primeira vista assusta um pouco. Observando melhor vi que as instruções para a instalação estavam descritas logo acima, a partir daí foi fácil instalá-lo. Com o sistema instalado, rebootei a máquina e acessei o sistema instalado. Após isso o primeiro passo foi configurar a internet (em casa utilizo discada ainda :-( ). Ai começaram os problemas.

Para começar, não sabia onde configurar um discador. Novamente recorro à internet. Descubro que é possível configurar o discador com o comando pppsetup e o comando ppp-go para executar e discagem econexão. Configuro então pelo pppsetup, tento conectar e tenho sucesso, mas na hora de navegar descubro que o número que coloquei não é do provedor da “internet ilimitada”. Ok, esse problema é pequeno, eu pensei, e agora é só configurar novamente com o número de telefone correto e... não conecta. Negocia a conexão mas não conecta. Esse problema me faz acreditar que os servidores para internet ilimitada dos provedores requerem alguma configuração diferenciada relacionada a autenticação para a conexão, mas isso é só uma teoria. Novamente faço uma pesquisa na internet e, para esse problema, em alguns fóruns é aconselhado a instalação de outro discador. Tudo bem, posso fazer isso bem fácil. Como no bluewhit não encontrei nenhum outro discador, baixei o wvdial e sua dependência wvstreams. Quando fui tentar rodar o script configure do wvstreams para poder compilá-lo, acusou a falta de uma dependência, o OpenSSL. Novamente pensei, é só instalar o pacote e tudo fica resolvido, mas conferi e vi que o openssl já estava instalado. Ta ai uma coisa que nunca consegui resolver, qualquer que fosse a distribuição, que é a dependência não encontrada de um pacote que já esta instalado no sistema. Ao meu ver essa é a maior falha das distribuições linux. Mas vendo que não ia conseguir resolver esse problema, resolvi procurar outro discador. Depois de testar vários outros discadores e tendo os mesmos resultados, desisti...

Instalei novamente o openSuse. Tentei conectar usando o wvdial do opensuse, mas também não tive sucesso. Depois instalei o kinternet, que é uma interface para o smpppd, que eu sempre utilizei no opensuse. Essa dupla foi desenvolvido para o opensuse, por esse mesmo motivo ainda nunca os vi em nenhuma outra distribuição. Pelo fato de que o kinternet com o smpppd conectou na net usando um provedor de internet ilimitada, vou tentar instalá-lo no bluewhite64. Farei isso hoje e depois posto aqui o resultado.

23 janeiro 2007

A procura da distribuição perfeita...

Aqui estou eu no segundo post... Esta um pouco difícil de encontrar um pouco de tempo para postar alguma coisa. Mas vamos ao que interessa.

Nas ultimas semanas passei meu tempo (e muito tempo) buscando uma distribuição Linux mais adequada a meu uso (por isso a falta de tempo para postar). Dois motivos principais me fizeram procurar uma nova distribuição (utilizava o OpenSuSE 10.1 (www.opensuse.org)): 1 - maior personalização na instalação, pois queria ter uma instalação mínima com um gerenciador de janelas mais leve e personalizável; 2 – queria um sistema pure 64 (sistema com todas as bibliotecas e programas compilados para processador 64 bits), pois tenho um Atlhon 64 e queria tirar todo o proveito do processador.

Vou (tentar) explicar o que exatamente é um sistema pure 64. Processadores 64 bits sempre existiram, mas só com a criação da arquitetura x86_64 (também conhecido com AMD64 e EMT64 (processadores Intel)), pela AMD, que tivemos a chance de termos um sistema 64 bits instalado no computador de nossa casa. Mas porque somente com esses processadores tivemos a chance de ter processadores 64 bits em PCs? Isso foi possível por que a AMD criou essa arquitetura para ser compatível com os processadores x86 (também conhecido como arquitetura Intel x86, i386, i486...), que eram (e ainda são) o padrão em computadores para PCs, diferente de outros processadores 64 bits que não tem essa compatibilidade. Com isso, os novos processadores x86_64 podem executar nativamente tanto sistemas 32 bits quanto sistemas 64 bits.

Com a chegada desses processadores x86_64 começaram a surgir os portes de distribuições Linux para esses processadores. Mas esses portes, em sua grande maioria, não são pure 64. Para ser um sistema pure 64, todas os programas e bibliotecas do sistema devem ser compilados para processadores 64 bits. Os portes que existem para 64 bits hoje em dia geralmente usam o esquema de multi-libs, que siguinifica que existem bibliotecas e programas compilados tanto em 64 bits quanto em 32 bits. Isso até que é muito interessante, pois permite que sejam instalados programas que ainda não foram totalmente portados para 64 bits, como no caso do plug-in flash player.

Mas agora surge a pergunta: Porque eu quero um sistema pure 64????

Bom, acredito que a tendência seja a migração total para a plataforma x86_64. Não sei quanto tempo irá levar até isso, mas já quero ter um sistema preparado para isso ;-)

No começo me interessei muito pelo Linux From Scratch, abreviando, LFS (www.linuxfromscratch.org), o que traduzindo serial algo como Linux do Zero. Para quem não sabe, o LFS não é exatamente uma distribuição, é mais um guia de como se construir uma distribuição a partir do código fonte dos programas, assim você tem uma liberdade muito grande de escolher o que você quer instalar. Tive duas tentativas com o LFS.

A primeira foi totalmente frustrada. Depois de vários pacotes já compilados, me deparo com um erro que não consegui encontrar solução, mas procurando na net descobri que o que estava errado era que eu imaginava que, se eu compilasse o sistema todo a partir do zero, sem nenhuma opção de compilação diferente, por estar compilando de um sistema já 64 bits (o SuSE que tinha instalado era 64 bits, mas é um sistema multi-libs), meu LFS seria totalmente 64 bits... Engano meu. E perdi muito tempo com esse engano.

Depois de ter descoberto isso, fui a procura de uma distribuição pure 64, e acabei encontrando o CLFS, ou Cross Linux From Scratch (http://trac.cross-lfs.org), que nada mais é do que o LFS portado para outras arquiteturas além da 32 bits. Bom, baixei todos os pacotes, e comecei a compilação. Apesar de alguns pequenos problemas durante o processo de compilação, de modo geral correu tudo bem. Tanto o LFS quanto o CLFS guia a compilação do sistema até deixa-lo no ponto em que se pode dar boot no sistema, com o mínimo de ferramentas necessárias. Compilados todos os pacotes, adicionei uma entrada ao grub do meu então sistema atual e dei boot. Tive uma surpresa, funcionou sem problema algum ;-).

Muito feliz com o resultado do boot, fui procurar saber como instalar o restante do software necessário para eu utilizar o sistema. Encontrei o CBLFS, mais um membro da família LFS, e por isso pode-se encontra-lo também no site do LFS, mas exatamente na parte do CLFS. A primeira coisa que eu queria fazer era instalar o ambiente gráfico. Comecei a instalação do X.org e, apesar de alguns problemas, foi concluída e o teste para ver se esta ok foi feito. Após isso parti para a instalação do fluxbox (sempre gostei da proposta desse gerenciador de janelas). Compilei e instalei as dependências e o fluxbox, configurei-o e então executei startx... Minha surpresa foi ter outra decepção. Quando o startfluxbox era executado, o fluxbox dava um erro relacionado a fontes e fechava. Trê dias tentando resolver esse problema sem sair do lugar e acabei por abandonar o projeto de compilar minha própria distribuição...

Mas ainda estou a procura de uma distribuição que atenda meu gosto. No próximo post conto como esta andando essa procura...

16 janeiro 2007

O início...

E aqui inicia minha nova tentativa de mater um blog.

Pretendo postar aqui sobre informática e tecnologia em geral, e, eventualmente, até algum assunto nada relacionado a tecnologia.

O nome do site (Per Ludum) esta em latim e quer dizer "Por Brincadeira". Escolhi esse nome por querer manter esse blog apenas como um passatempo, sem compromisso de atualiza-lo (apesar que quero manter ele sempre atualizado).

Como é bem provavél que ninguém apareça por aqui por algum tempo, vou fazer vários teste com os temas do blog.

Por hora é só isso. Até o proximo post...